quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Canto de desalento


Quero que esse meu canto...
Cubra com negro espanto...
Quem me chama de demente...
Toda essa gente, tão inocente...
Que ao calar-se, consente!

Ah, América Latina...
Vitima do imperialismo...
Obrigada a engolir com asco...
Esse vil capitalismo!
Miséria, exclusão e demagogia...
Tio Sam lá de cima...
Chama a isso democracia!

E o Brasil de Caminha?
Caminha... pra trás!
Nas mãos dos neoliberais, irracionais...
Ou da esquerda corrupta, tanto faz!

Pátria? Inexistente...
Quem diz o contrário, mente...
Dia-a-dia recebemos...
O nada que por ela fazemos!

No silêncio do meu quarto...
O encontro com a consciência...
Sinto o espírito morto...
Diante dessa impotência!
Sabendo que esse meu grito...
Vai se perder no infinito...
Não será sequer ouvido...
Pois já nasceu esquecido!
(Ney Góes)

Um comentário:

Carol Guirado disse...

Não sei ao certo se será ouvido por quem tem que ouvir, mas foi lido de forma emocionada e mexeu com aqueles demônios que adormecem dentro de nós diante do uso de ver fatos como os que narra. Esqueci de me incomodar demais. Obrigado por me lembrar.

Abç


Carol Guirado